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O Verão se aproxima, conheça as doenças mais comuns durante essa época do ano.

07 de dezembro de 2016

No dia 21 de dezembro, começa a estação mais quente do ano. Associada a dias de férias e de muita diversão, a chegada do verão é esperada com muita expectativa. Família e amigos se reúnem nas praias e piscinas para aproveitar este período de dias mais longos e de temperaturas mais elevadas. Entretanto, existem algumas doenças sazonais relacionadas ao sol e ao calor desta estação do ano, capazes de comprometer toda animação e entretenimento. É hora de conhecer as 10 doenças mais comuns do verão e aprender como evitá-las, para que o bem-estar esteja sempre garantido.

 

Desidratação

Trata-se da perda excessiva de líquidos e sais minerais do corpo. Normalmente, perdemos cerca de 2,5 litros de água por dia, através de suor, saliva, urina e fezes. Configura quadro de desidratação quando a perda diária ultrapassa esta média, geralmente ocasionada por fatores relacionados ao verão, como transpiração excessiva ou vômitos e diarreia por ingestão de alimentos mal conservados. Quando desidratado, o indivíduo sente sede, fica com a boca, as mucosas e os olhos ressecados, passa longos períodos sem urinar e sofre aumento da irritabilidade. Para evitar a desidratação, as principais recomendações envolvem ingestão constante de líquidos frescos, consumo de alimentos leves e igualmente frescos, uso de roupas leves e permanência em ambientes arejados e com sombra.

Micoses

São pequenas infecções causadas pela proliferação excessiva de fungos em determinadas partes do corpo. Geralmente, as partes afetadas são as mais quentes e úmidas, pois oferecem as condições ideais para reprodução dos fungos. O fornecimento destas condições específicas é favorecido durante o verão, com o aumento das temperaturas e a maior exposição do corpo a ambientes molhados. Ambientes comunitários onde ocorre contato direto com a pele, como praias, piscinas e vestiários, também são propícios para a proliferação destes micro-organismos. As regiões lesionadas pelas micoses apresentam vermelhidão, coceira, irritação e ressecamento. Para evitar as micoses, recomenda-se manter todas as dobras do corpo bem secas e higienizadas (virilha, axilas, entre os dedos dos pés), não usar sapatos fechados ou com meias durante dias de calor intenso, preferir roupas leves, não compartilhar toalhas e calçados de outras pessoas e não andar descalço em ambientes públicos.

Insolação

Trata-se de um distúrbio no mecanismo de controle da temperatura do corpo, proveniente da exposição prolongada a um ambiente quente e seco, geralmente envolvendo exposição direta ao sol. Este distúrbio provoca um mal-estar generalizado, com ocorrência de febre alta, pele seca e avermelhada, pulsação acelerada, falta de ar, enjoo, vômitos, tonturas e até desmaios. Para se manter afastado dos males da insolação, não se exponha ao sol entre as 10 e as 16h, tome cerca de 3 litros de água por dia, aplique o protetor solar 15 minutos antes de sair ao sol, repasse a cada 2 horas e mantenha a pele sempre hidratada.

Bicho Geográfico

É a doença cutânea causada pela entrada da Larva Migrans na pele, através de cortes ou feridas. Após alcançar o interior da pele, a larva caminha pelo local traçando contornos perceptíveis do lado exterior, o que gera sensações de coceira, vermelhidão e inchaço no local afetado. Normalmente, o bicho geográfico instala-se na região do pé, por conta do contato direto com gramados ou areia, ambientes que retêm umidade e protegem as larvas do calor, conservando-as vivas. Como estas larvas chegam a estes ambientes através das fezes de cachorros e gatos, a maneira mais eficaz de evitar o bicho geográfico é recolhendo as fezes destes animais domésticos depositadas nos locais público (o que ainda contribui para vários outros aspectos de preservação da saúde pública), além da desparasitação dos animais através de medicação. Outra medida importante é não andar com os pés descalços nestes ambientes de risco.

Intoxicação alimentar

É a reação do organismo após a ingestão de alimentos contaminados por micro-organismos nocivos. As altas temperaturas do verão dificultam a conservação adequada de alguns alimentos e contribuem para a proliferação destes micro-organismos. Após o consumo, as reações são de náusea, febre, vômitos, diarreia e desidratação, causando um mal-estar generalizado. Verificar quesitos como consistência/aroma/odor dos alimentos e utilização de luvas/toucas nos estabelecimentos gastronômicos ajudam na prevenção da intoxicação. Evitar comidas de ambulantes e alimentos contendo ovo/peixe sem procedência conhecida também é importante.

Dengue

O ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti envolve calor e chuva, o que coincide exatamente com as principais características climáticas do verão. Durante esta estação, é preciso redobrar a atenção: febre, manchas e dores no corpo podem significar dengue, quadro capaz de atingir graves estágios. Para ficar longe deste risco, é essencial acabar com todo possível foco de reprodução.  Vasos, pneus, garrafas PET ou quaisquer outros recipientes que possibilitem acúmulo de água devem ser retirados. O uso de repelente contra insetos evita picadas que possam transmitir o vírus.

Brotoeja

Forte irritação cutânea por conta da obstrução das glândulas sudoríparas. Esta obstrução pode ser causada pelo uso de cremes ou de roupas fechadas que impeçam a transpiração completa. Como o verão é a época onde mais transpiramos e mais usamos filtro solar, os dois fatores se somam e resultam no aparecimento da brotoeja. As bolinhas geralmente aparecem nas regiões com dobras, e causam desconfortos relacionados a coceira, vermelhidão, sensibilidade e queimação no local. Para se prevenir contra a brotoeja, vale optar por roupas leves e de algodão, filtros solares em spray/gel e ambientes arejados.

Fitofotodermatose

Muito comuns no verão, as fitofotodermatoses são as conhecidas queimaduras causadas pela exposição da pele que teve contato com frutas cítricas ao sol. Bastante associadas ao limão, estas queimaduras causam manchas escuras na região afetada que, apesar de não arderem, levam mais de 4 semanas para sumirem completamente e são bastante incômodas. Apesar de parecerem meramente estéticas, estas queimaduras também podem prejudicar a pele e acelerar o envelhecimento. Para evitá-las, o cuidado é simples mas necessário: lave as mãos com atenção após lidar com frutas cítricas. Use sabão e esfregue-as completamente, fazendo o mesmo com eventuais outras partes do corpo que também tenham entrado em contato.

Otite

É todo tipo de inflamação ou infecção no canal do ouvido. Ocorre com maior frequência no verão, pois o acúmulo de água do mar ou da piscina no canal auditivo é um prato cheio para seu desenvolvimento. A otite é bastante incômoda, por provocar dor de ouvido aguda e, em alguns casos, febre. Pode ser evitada em alguns hábitos simples, como não passar tempos exagerados em atividades de imersão e suspender todo passatempo aquático logo nos primeiros sinais de dor.

Conjuntivite

Trata-se da inflamação da Conjuntiva, a fina membrana que reveste o globo ocular, que pode ser desencadeada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. No verão, a conjuntivite mais comum é a bacteriana, porque as bactérias causadoras se propagam na água e contaminam os olhos durante os mergulhos no mar ou na piscina. Os desconfortos da conjuntivite são característicos, como inchaço, ardência, vermelhidão, coceira, fotofobia e presença de secreção, com incômodo ainda maior em dias de alta temperatura. Para manter a saúde ocular, é importante não compartilhar objetos (toalhas, colírios, lentes de contato ou roupas de cama) de terceiros, abolir o hábito de coçar os olhos com as mãos e lavar as mãos e o rosto com a maior frequência possível.


Fonte: https://www.agemed.com.b

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