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Dica de Cinema: Para Sempre Alice

06 de abril de 2015

A primeira palavra que escapou da memória de Alice Howland foi "léxico", durante uma palestra que ela conferia sobre linguística. Professora universitária e pesquisadora, Alice dedicou sua carreira ao estudo da fala e da comunicação. A mente afiada era motivo de admiração e orgulho, e sua ligação com o vocabulário ia além do trabalho - um de seus passatempos prediletos era um jogo de palavras cruzadas pelo celular. Aquele lapso de memória poderia ter sido fruto do stress ou, como ela alega diante da plateia, do champanhe que havia tomado. Mas uma sucessão de episódios acende o farol vermelho, como quando Alice se perde durante sua corrida diária pelo campus onde lecionava. Assim são retratados os primeiros sinais do Alzheimer no filme Para sempre Alice, baseado no livro homônimo da neurocientista americana Lisa Genova e recém-chegado aos cinemas brasileiros. Interpretada por Julianne Moore, que ganhou um Oscar pela atuação, Alice tem apenas 50 anos quando é diagnosticada com Alzheimer. Os médicos descobrem que ela possui um tipo raro da doença, desencadeado por uma mutação genética dominante e hereditária. Casos como o da personagem são minoritários no universo de pacientes com a doença. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), essa demência afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população. Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro. A doença não tem cura e os medicamentos administrados ajudam a preservar a função cerebral e a tratar sintomas como insônia e depressão. Em estágios avançados, os doentes podem apresentar dificuldade de locomoção, comunicação e deglutição, além de incontinência urinária e fecal. Para Sempre Alice traz à tona alguns aspectos relacionados à moléstia. Qual é a probabilidade de uma pessoa desenvolver Alzheimer aos 50 anos? De que modo a ciência genética pode impedir que um indivíduo transmita o gente da doença ao seu filho? Em que medida atividades intelectuais protegem o cérebro contra a demência? É possível que apenas dois anos após o diagnóstico o doente já esteja completamente dominado pelo Alzheimer? Neurocientistas, geneticistas e neurologistas entrevistados pelo site de VEJA elucidam essas e outras dúvidas sobre a doença.

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Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/para-sempre-alice-e-a-luta-contra-o-alzheimer/

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